10.1.08

às vezes acho que tenho muita pressa.
às vezes acho que se não me mexer, morro nessa inércia.

14.11.07

Genial...


A banda sueca Lamont comemora a incrível marca de 100 mil discos baixados em menos de 24 horas na internet. Formada em 2002, os roqueiros eram desconhecidos, até despertar o interesse do popular site de pirataria The Pirate Bay. Tanto sucesso vem de uma idéia simples, que além de original, mostrou-se genial: lançar um CD-RW vazio com um álbum bacana para que os fãs pudessem baixar o single no site da banda e gravá-lo em casa mesmo. Surpresos com os números do resultado dessa façanha, os músicos reconhecem que a idéia proposta pelo site é inovadora, o que chamou a atenção da mídia sueca. “O Pirate Bay percebeu isso e nos perguntou se poderia promover a banda no site deles. Topamos na hora.”, conta o guitarrista Lars Kjelldén. “É muito mais uma questão de fazer as pessoas conhecerem a banda, irem aos shows e comprarem coisas relacionadas ao Lamont”, diz o vocalista, Kristopher Akesson. “No final das contas, mais gente vai comprar o nosso disco. A partir do momento em que decidimos lançá-lo por contra própria, sem contrato com gravadora, é uma maneira ótima de conquistar fãs fora da Escandinávia.”

Já pensou se a moda pega?
- E aí, cê comprou o cd novo do Coldplay?
- Comprei, só falta baixar as músicas !

o.O

''nas bochechas a caimbra de uma alegria incompleta
nada como um sorriso burro e paranóico
para não perceber a velocidade terrível da queda''
A Queda, Lobão.

10.9.07

TRILHAMIGA DESCOBRE FERVEDEIRAS EM SANTANA DO MATOS

Nos dias 17 e 18 de agosto, o jornalista Roberto Guedes, liderando jipeiros 4x4, se aventurou na expedição promovida pela Trilhamiga por Santana do Matos e seus arredores. O grupo obedeceu a uma pauta de execução de alto nível programático, constatando, in loco, para a surpresa de todos, nascentes do rio Potengi em processo de degradação ambiental e fervedeiras, um ponto com indícios de potencial turístico.

fervedeiras encontradas pelos trilheiros

Além de empresários de diversos setores, ambientalistas, o guia regional, nosso conhecido Gilson Luiz, e do apoio logístico por parte de empresários filhos da terra, a exemplo de Anchieta (Grupo Redenção), Carlos de Bolero (Posto Cajarana) e João Maria Costa (Miami Imports), a expedição contou ainda com um laboratório volante do Instituto de Gestão de Águas do RN (IGARN) e seu presidente, o engenheiro Celso de Macedo Veiga, dono de larga experiência em relação a águas. Ele acredita que o líquido encontrado nas fervedeiras integra uma grande jazida subterrânea, que pode vir a ser explorada em larga escala.

Os jipeiros Anchieta (Grupo Redenção), João Maria
(Miami Imports) e Carlos de Bolero (Posto Cajarana)


laboratório móvel do IGARN



Na opinião de Francisco Florêncio Melo, biólogo e técnico em petróleo, jipeiro que cresceu em Santana do Matos e se surpreendeu com a descoberta das fervedeiras, a cidade poderá investir para se tornar destino em um tipo de turismo de saúde que depende de vocações naturais. Além do biólogo, também o prefeito, Francisco de Assis Silva, e o médico Manoel Correia Neto ficaram surpresos, em jantar compartilhado à noite, na residência do médico, diante das possibilidades visadas.

A qualidade das águas das fervedeiras em Santana do Matos deverão ser conhecidas dentro de poucos dias, graças a exames laboratoriais que já devem estar sendo realizados em Natal pelos técnicos do IGARN.
´´Eu imagino que poderemos ter aqui uma versão em escala ligeiramente menor da Pousada do Rio Quente, situada em Caldas Novas de Goiás, no estado de Goiás, atraindo pessoas de todo o Nordeste em busca de saúde através do termalismo´´, afirma Florêncio, através do jornal virtual Notícias de Jipeiros, recebido diariamente pelo Cajarana.

A descoberta das fervedeiras é vislumbrada como uma possibilidade de gerar receita com atividades no turismo de saúde. A proposta agora é que suas qualidades e potencialidades sejam estudadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e outros órgãos, vislumbrando sua exploração como atração turística e até sua utilização em função de tratamentos de saúde através do termalismo, hoje patrocinado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Heloisa Guimarães
Essa matéria é exclusiva e deverá ser publicada na sétima edição do periódico Cajarana - A Gazeta de Santana do Matos.

11.8.07

Identidade

Identificar-se. Existe coisa mais primordial, mais imediata, do que identificar-se com algo, com alguém? É como a necessidade de trabalhar, de amar, de sentir-se útil, é como comunicar-se, comer, sobreviver. A gente se identifica com pessoas estranhas, desconhecidas, e em pouco tempo se constróem amizades que chegam a durar uma vida inteira.
Nossas amizades são, na verdade, um pouco espelhos. Quando se fala em grupos, então, o reflexo se torna ainda mais evidente. Os grupinhos são diversos e se caracterizam principalmente pela maneira de se vestir, de falar, de agir e de pensar. Eles sempre existiram. E seus ''membros'' andam SEMPRE juntos.
Algumas pessoas levam isso tão a sério que, realmente, não se relacionam com pessoas que não pertençam ao seu mundinho. Bobagem, bobagem! Devemos nos permitir, ser sinceros com nós mesmos. Nada pode lhe impedir de conhecer aquilo que lhe desperta, entusiasma. Como um esporte radical que você nunca praticou porque sempre teve medo mas agora tem a oportunidade. E você vai, se aventura, conhece, mas volta. Com mil sensações para descrever.
O que geralmente acontece é que procuramos manter relações com pessoas que pensam como nós, que fazem algo parecido com o que a gente faz, mantêm uma rotina similar, pensam como a gente, sentem como a gente. Porque elas nos entendem. Elas vão saber, por exemplo, o que fazer se por acaso você precisar de ajuda e mal souber pedir por ela. Elas entendem os seus sinais, seus olhares, capazes de falar no silêncio. E sabem qual melodia se encaixa em cada momento da sua vida, mesmo estando distante.
Amizades são espelhos, mas que não podem nunca, nunca, nos impor limites. Deixar de fazer algo que se quer muito fazer por achar que alguém pode... hããã? Nunca! Por que isso? Cada um é um mundo diferente, tem o direito de experimentar, e não se permitir assim é um erro. Cuidado pra não cometê-lo.

5.8.07

Santana do Matos perde um de seus filhos e sua família no acidente da TAM

A maior parte dos passageiros/vítimas do vôo 3054 da TAM, que se chocou contra o prédio da mesma companhia aérea no último dia 17 de julho, após deixar Porto Alegre rumo a São Paulo, era formado por paulistas e gaúchos. Mas entre eles, havia uma família inteira, aqui do Nordeste, do nosso estado, da nossa cidade. Pai, mãe, filho e filha.


Ivanaldo Arruda da Cunha, de 51 anos, nasceu em Santana do Matos, e aos 17 saiu de sua terra natal para São Paulo, em busca de trabalho. Na capital paulista viveu durante 34 anos, onde conheceu e se casou com a paranaense Zenilda Otélia dos Santos, 44 anos. O casal teve dois filhos, Caio Felipe e Ana Carolina, 13 e 10 anos respectivamente.
Os quatro voltavam das férias de inverno em Gramado, e pretendiam passar uma semana em São Paulo, onde Ivanaldo tinha negócios. A viagem foi feita a pedido de Zenilda, para que o marido pudesse passar mais tempo com a família. O empresário, administrador de dois postos de gasolina em Natal e Parnamirim e dono de revendas de bombas hidráulicas na zona sul de São Paulo, ainda investia no município de Santana do Matos no ramo agropecuário, ao lado de seu irmão Antônio da Volta, constituindo um dos maiores produtores de leite da região. ´´Apesar de ser um empresário ocupado, Ivanaldo encontrava tempo para se divertir com a família. Eles apareciam aqui todos os fins de semana´´, lembra Ribamar Cavalcante, administrador do kartódromo de Natal. Caio havia descoberto as corridas de kart, estava entusiasmado. Seu pai lhe deu um kart de presente, dias antes do acidente.

25.7.07

Aula da saudade

Estava aqui vasculhando uns arquivos, ajeitando umas pastas, reorganizando algs coisas... foi quando achei esse o texto que fiz ano passado como oradora da turma da gente, o pré D, pra ler na aula da saudade. Aula da saudade essa que nos decepcionou um pouco, lembro bem.


aula da saudade ~ Pré 2006 ~ Salesiano


Foi muito bom primeiro ter tido a honra de respresentar nossa turma e segundo que pra fazer o texto eu viajei legal... viajei por aquele colégio todiinho, procurei lembrar do primeiro dia em que ali pisei, e nostalgicamente de cada vão momento, cada pessoa, cada passo,... e não são poucas as lembranças, visse? Não são poucas. Aquela escola, para mim como para muitos, foi uma segunda casa durante muito tempo.

turmas de pré batendo fotos


Especialmente em alguns anos. Para mim, o melhor foi, sem dúvida, o segundo ano. Primeiro por ter sido o ano da peça Mais Um Chico :9 Que só por isso já tem motivos suficientes para ser inesquecível.

primeira cena de Mais Um Chico - a peça


Segundo, que foi o ano em que conheci mais pessoas, fiz mais amizades, e juntos conseguimos coisas ali que ninguém nunca jamais ousou pensar em tentar conseguir ;) réé..

Segue aí o texto de que falei no início do post:
ps.: se vc se emociona fácil, assim como eu, ou fez parte desse pré... boa sorte! ;P
Natal, 6 de dezembro de 2006

Aula da saudade: Pré D

Boa tarde a todos.
Primeiramente eu gostaria de agradecer muito ao pessoal da sala por ter sido eu escolhida para representá-los nesse nosso último encontro, assim, todos fardados, nessa aula de saudade. Acreditem, para mim é uma honra e um prazer poder falar a todos nesse dia tão especial e que, com certeza, vai ficar guardado na memória de todos.
Bem, acho que não precisamos ser hipócritas e por isso uma verdade deve ser dita: o nosso pré D não deve ter sido mesmo o melhor pré desse ano do Salesiano, o mais unido, o mais animado ou mais divertido. Pelo contrário, talvez o mais comportado e careta, isso sim. Afinal, não conseguimos nem fazer o nosso próprio churrasco de confraternização, como todas as outras turmas.
Mas de qualquer forma, foi a nossa turma de pré e nela eu tive a oportunidade de conhecer pessoas ma-ra-vi-lho-sas, acho que assim como todo mundo. Queria, na verdade, poder ter conhecido mais cada um, saber de suas histórias, descobrir seus segredos... mas não foi possível. Nosso tempo esse ano foi muito escasso e estava mais voltado para um objetivo maior e além da sala de aula: a universidade.
Esse objetivo que agora se aproxima cada vez mais de alguns de nós não será conquistado por todos - senão, aliás, de que valeria lutar tanto por ele? Não será conquistado por melhores nem piores, pois todos somos capazes. Mas por aqueles que conseguiram reunir, dentro de suas limitações, as condições necessárias que resultarão na grande conquista. Na realização do que, para muitos, é um sonho.
Partimos agora em busca de outros sonhos, por outros caminhos. Conheceremos outras pessoas. Haverá novos mestres, novos amigos, outros funcionários... Mas eu tenho convicção de que dentro de cada um vai ficar a certeza de que os melhores momentos de nossas vidas foram vividos aqui, nessa escola, nessa casa. Por entre esses corredores, às vezes vazios, às vezes lotados de gente doida correndo pra pegar lugar... Nessas escadas de cima a baixo, nos pátios, nas quadras e na piscina em dia de jogo, nas festas de São João, no auditório, na sala de Mário Sérgio, nas confissões à Patrícia, à Sinara... até nos banheiros!
Quantas histórias nós ouvimos, vivemos e até inventamos por aqui? Quantas brincadeiras nos fizeram morrer de rir, quantas vezes nos apaixonamos, nos deixamos levar pelos outros, e nos decepcionamos? Por quantas vezes chamaram a nossa atenção, e revidamos, e calamos, e choramos? Por quantas vezes eu quis ser igual a você e você igual a mim, e no final das contas percebemos o quanto fomos infantis e o quanto havíamos crescido? Por quantas vezes cantamos a canção que tocava na Rádio na hora do intervalo e ficamos irados porque, na hora do refrão, o toque soou? Quantas vezes nossos pais tiveram de comparecer ao colégio? Quantos amigos fizemos aqui? E quantos inimigos? A quantos professores declaramos o nosso amor e a quantos juramos ódio eterno? Quantas vezes paramos pra pensar que poderíamos ter aproveitado mais, vivido mais intensamente todos esses momentos? Que poderíamos ter perdoado algumas pessoas, revisto algumas atitudes? Quantas vezes paramos pra pensar que não era pra sempre, que teria um fim e que sentiríamos, por incrível que pareça, saudades de tudo isso?
Heloisa Guimarães